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Procuradoria de Paris abre investigação sobre uso de spyware contra jornalistas franceses

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Procuradoria de Paris abre investigação sobre uso de spyware contra jornalistas franceses

A Procuradoria de Paris abriu esta terça-feira uma investigação sobre a alegada ciberespionagem de jornalistas franceses através do spyware (programa espião) Pegasus, da empresa israelita NSO. Segundo a investigação internacional que avançou a informação, mais de 180 jornalistas por todo o globo foram seleccionados para potencial vigilância.

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Em comunicado, a Procuradoria afirmou que a investigação vai analisar dez potenciais acusações, incluindo a violação de privacidade, acesso ilegal de dados e venda ilegal de “dispositivo técnico que tem o objectivo de recolher dados”.

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A investigação não identifica suspeitos dos crimes, mas afirma ter decidido abrir a investigação após ter recebido queixas do jornal digital Mediapart. O caso ficou encarregue do departamento da Polícia Judiciária que trabalha com casos de cibercrime, segundo a Euronews.

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A queixa foi apresentada na segunda-feira pelo Mediapart, onde trabalham os jornalistas em causa. No Twitter, a plataforma acusou os serviços de inteligência de Marrocos de usarem o Pegasus para vigiar os telemóveis dos seus jornalistas, um deles é co-fundador da plataforma noticiosa, Edwy Plenel.

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“A única forma de chegar ao fundo da questão é através de uma investigação independente levada a cabo pelas autoridades judiciais sobre a espionagem difundida em França e organizada por Marrocos“, disse o jornal na rede social. As autoridades de Marrocos, por sua vez, negaram as acusações, afirmando serem “alegações falsas e sem fundamento”.

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A informação dos milhares de potenciais alvos de cibervigilância foi avançada por uma investigação internacional, desenvolvida por duas organizações não-governamentais e 17 media , entre eles o Le Monde,  o  Guardian e Washington Post. 

Segundo o projecto, mais de 50 mil números de telemóvel de todo o globo foram obtidos numa fuga de informação da NSO. Entre eles encontram-se políticos e jornalistas franceses que trabalham em órgãos de comunicação franceses que também terão sido seleccionados por Marrocos, incluindo funcionários do Le Monde e das agências AFP e France 24.

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No panorama geral, foram identificados para serem potenciais alvos pelo menos 180 jornalistas , 600 políticos e 85 activistas de direitos humanos, e 65 executivos de todo o mundo. Se o software Pegasus conseguir infectar um telemóvel, qualquer informação ou ficheiro pode ser acedido à distância: mensagens, fotografias, emails  e, inclusivamente, podem ser activados o microfone, a câmara e a localização

A empresa israelita que vende o software , a NSO, negou manter “uma lista de potenciais alvos passados ou futuros”, acusando a investigação de “estar repleta de suposições erradas e teorias não fundamentadas”. 

Na terça-feira, o fundador do grupo NSO, Shalev Hulio, disse a uma rádio israelita que está convicto que as acusações “vão acabar nos tribunais, com um veredicto ” a favor da empresa, depois de apresentarem  ” processos por difamação”