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Mortes por Covid na Índia chegariam a 10 vezes mais do que balanço oficial de 415 mil vítimas, afirma estudo

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Mortes por Covid na Índia chegariam a 10 vezes mais do que balanço oficial de 415 mil vítimas, afirma estudo

NOVA DÉLHI – O número real de mortes provocadas pela Covid-19 na Índia pode ser até 10 vezes superior às quase 415 mil vítimas fatais registradas no balanço oficial, aponta um estudo de um grupo de pesquisa dos Estados Unidos. Os analistas advertem há algum tempo que a contagem está consideravelmente subestimada neste país de 1,3 bilhão de habitantes.

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O número divulgado pelo estudo do Centro para o Desenvolvimento Global é o maior até o momento e leva em consideração o aumento de casos e mortes entre abril e maio na Índia, provocado em grande parte pela variante Delta , que foi identificada pela primeira vez no país. O estudo calcula que entre 3,4 e 4,7 milhões de pessoas morreram vítimas do vírus no país entre o início da pandemia e junho deste ano.

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“As mortes reais provavelmente estão em vários milhões, não centenas de milhares, o que transformaria esta na maior tragédia humanitária da Índia desde a independência”, afirmaram os pesquisadores no estudo

Índia vive colapso na luta contra o coronavírus Equipe de ambulância descansa em um banco durante expediente em um crematório em Guwahati, Índia Foto: BIJU BORO / AFP Funcionários de uma empresa municipal se preparam para cremar um corpo enterrado em uma cova rasa nas margens do rio Ganges, durante a pandemia de Covid-19, enquanto cremam outros corpos também enterrados lá para evitar que flutuem rio abaixo, conforme o nível da água aumenta perto de Phaphamau Ghat, em Allahabad, Índia Foto: SANJAY KANOJIA / AFP Cadáver de uma vítima do coronavírus Covid-19 antes da cremação ao lado de piras de outras vítimas no Crematório Nigambodh Ghat em Nova Delhi, Índia Foto: TAUSEEF MUSTAFA / AFP Paciente com Covid-19 deitado na traseira de um carro respira com a ajuda de oxigênio fornecido por um Gurdwara, um local de culto para Sikhs, ao longo de uma estrada em Ghaziabad Foto: SAJJAD HUSSAIN / AFP Com dificuldade em respirar, Roshan Lal, de 48 anos, ocupa leito de clínica improvisada ao ar livre na Índia Foto: DANISH SIDDIQUI / REUTERS Pular PUBLICIDADE Familiares e profissionais de saúde carregam corpo de vítima da Covid-19 para cremação em Nova Délhi Foto: PRAKASH SINGH / AFP Corpos de vítimas da Covid-19 estão alinhados antes da cremação coletiva em Nova Delhi Foto: MONEY SHARMA / AFP Pessoas se abraçam durante últimos ritos de despedida, em meio às piras para cremação de vítimas que morreram de Covid-19, na capital Nova Delhi Foto: PRAKASH SINGH / AFP Manoj Kumar está sentado ao lado de sua mãe, Vidhya Devi, que estava sofrendo de um problema respiratório ao receber oxigênio gratuitamente dentro de seu carro em um Gurudwara (templo Sikh) Foto: DANISH SIDDIQUI / REUTERS Membros da família choram depois que Shayam Narayan é declarado morto por COVID-19, fora da enfermaria , no hospital Guru Teg Bahadur, em meio à disseminação da doença em Nova Delhi Foto: DANISH SIDDIQUI / REUTERS Pular PUBLICIDADE Mulher é consolada depois que seu marido morreu devido à Covid-19, fora de um necrotério de um hospital de referência em Nova Delhi Foto: DANISH SIDDIQUI / REUTERS Imagem aérea mostra terreno usado para cremação em massa de vítimas da COVID-19, em Nova Delhi Foto: Danish Siddiqui / REUTERS Profissional de saúde prepara uma dose de Covishield, vacina contra coronavírus Covid-19 da AstraZeneca-Oxford, em um centro de vacinação do Hospital Rajawadi em Mumbai Foto: PUNIT PARANJPE / AFP Profissionais de saúde atendem pacientes positivos para coronavírus dentro de um salão de banquete temporariamente convertido em um centro de atendimento cobiçado em Nova Delhi, Índia Foto: PRAKASH SINGH / AFP Paciente com Covid-19 deitado na traseira de um carro respira com a ajuda de oxigênio fornecido por um Gurdwara, um local de culto para Sikhs, ao longo de uma estrada em Ghaziabad Foto: PRAKASH SINGH / AFP Pular PUBLICIDADE Pessoas cremam os corpos das vítimas da doença coronavírus (COVID-19), em um crematório em Nova Delhi, Índia, 24 de abril de 2021. REUTERS / Danish Siddiqui TPX IMAGENS DO DIA Foto: DANISH SIDDIQUI / REUTERS Profissional de saúde vestindo equipamento de proteção individual (EPI) carrega um paciente com COVID-19 fora da enfermaria de vítimas no hospital Guru Teg Bahadur, em Nova Delhi Foto: ADNAN ABIDI / REUTERS Foto aérea tirada mostra parentes e amigos reunidos para enterrar vítimas do coronavírus em um cemitério em Nova Delhi Foto: ARCHANA THIYAGARAJAN / AFP  

Após a divisão da antiga colônia britânica entre a Índia, de maioria hindu, e o Paquistão, de maioria muçulmana, em 1947, a violência religiosa deixou centenas de milhares de mortos. Algumas fontes chegam a citar dois milhões de vítimas fatais.

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O balanço oficial do país para o coronavírus registra 414 mil óbitos por Covid-19, o terceiro maior do mundo, atrás dos Estados Unidos , com 609 mil, e do Brasil, com 542 mil. Analistas questionam os números da Índia, mas atribuem os erros principalmente ao colapso dos serviços de saúde do que a uma manipulação deliberada.

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De fato, vários estados indianos revisaram os balanços nas últimas semanas e adicionaram milhares de óbitos atrasados.

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O estudo do centro de pesquisas americano se baseou na análise do “excesso de mortalidade”, o número de mortes adicionais na comparação com o período prévio à crise de saúde. Os autores — entre eles Arvind Subramanian, ex-conselheiro econômico do governo indiano, hoje na Universidade Harvard — reconhecem que calcular a mortalidade com uma confiabilidade estatística é difícil. “Mas todas as estimativas sugerem que o balanço de mortes da pandemia é de uma magnitude muito maior do que a contagem oficial”,  afirmaram.

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PUBLICIDADE Christophe Guilmoto, demógrafo do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento, divulgou recentemente um estudo no qual afirmava que a contagem de mortes estava próxima de 2,2 milhões no fim de maio. Guilmoto observou que a taxa de mortalidade oficial por Covid por milhão de habitantes na Índia era 50% inferior à média mundial

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“Um número tão baixo está em evidente contradição com a gravidade da crise que afetou a maioria das famílias no país, que se refletiu na dramática escassez de vacinas, testes de Covid-19, ambulâncias, no acesso a profissionais de saúde, a leitos de hospital, oxigênio, medicamentos e, finalmente, a caixões, madeira, sacerdotes, cremação ou enterro, como foi amplamente noticiado na imprensa indiana e internacional”, escreveu Guilmoto

No mês passado, o Ministério da Saúde da Índia criticou a revista Economist por afirmar em um artigo que o excesso de mortalidade era entre cinco e sete vezes superior ao balanço oficial. O ministério afirmou que o texto era “especulativo” e “desinformado”

Um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) em maio destacou que até três vezes mais pessoas morreram no mundo durante a pandemia (diretamente do coronavírus ou outras causas relacionadas à falta de serviços de saúde) do que o indicado nas estatísticas oficiais

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