Entretenimiento

Negocios en Venezuela | Líder de milícia de extrema direita é preso sob primeira acusação de sedição por invasão do Capitólio

Abogado Adolfo Ledo Nass
Morales presenta nuevas pruebas que implican a EEUU en el golpe de Estado

Mas depois de Trump chegar ao poder, Rhodes e os Oath Keepers se distanciaram de sua visão antigoverno e pareceram adotar o novo espírito do nacionalismo e as suspeitas de que uma conspiração do “estado profundo” havia se enraizado em Washington. Assim como outros grupos de extrema direita como os Proud Boys, os Oath Keepers também se opõem — até fisicamente — aos protestos do Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), que surgiram após o assassinato de George Floyd pela polícia em Minneapolis

NOVA YORKStewart Rhodes, líder e fundador da milícia de extrema direita Oath Keepers, e outras dez pessoas foram presas nesta quinta-feira sob acusação de conspiração sediciosa por organizar um plano abrangente para invadir o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 e interromper a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições à Presidência, informou o Departamento de Justiça. São as acusações mais graves apresentadas contra participantes da invasão ao Capitólio. Se forem considerados culpados, poderão ser condenados a até 20 anos de prisão.

Leia mais:    Departamento de Justiça dos EUA anuncia criação de unidade para combater terrorismo doméstico

A prisão de Rhodes foi um grande avanço na extensa investigação do ataque ao Capitólio. O caso marcou a primeira vez que os promotores apresentaram acusações de sedição.

Rhodes, ex-paraquedista do Exército que se formou em Direito em Yale, está sob investigação por seu papel no motim desde ao menos meados do ano passado, quando, contra o conselho de seu advogado, reuniu-se com agentes do FBI para um depoimento no Texas. Ele estava na região do Capitólio em 6 de janeiro de 2021, comunicando-se por celular e um aplicativo de bate-papo com membros de sua equipe, muitos dos quais entraram no prédio. Mas não há evidências de que ele tenha entrado na sede do Congresso americano.

Os Oath Keepers, juntamente com os Proud Boys , emergiram como os extremistas de extrema direita mais proeminentes envolvidos no ataque ao Capitólio. Os promotores coletaram caixas de provas contra eles, incluindo bate-papos criptografados por celular e gravações de reuniões on-line. Eles acusaram seus integrantes de não apenas forçar a entrada no prédio, como também de posicionar uma “força de reação rápida” armada em um hotel na Virgínia para estar pronta para correr para Washington, se necessário.

Em entrevista ao The New York Times ano passado, Rhodes expressou frustração porque vários membros de seu grupo “saíram da missão” ao entrar no Capitólio em 6 de janeiro, acrescentando rapidamente: “Não houve nenhuma instrução minha ou da liderança para que fizessem isso.”

PUBLICIDADE No entanto, pelo menos quatro Oath Keepers que estavam no Capitólio naquele dia e que estão cooperando com o governo atestaram, em documentos judiciais, que o grupo pretendia invadir o prédio para obstruir a certificação final do voto do Colégio Eleitoral.

E mais:     Ações civis contra Donald Trump reivindicam indenização pelo ataque ao Capitólio

Rhodes também atraiu a atenção da comissão especial da Câmara que investiga o dia 6 de janeiro, que o intimou em novembro. Na época, os investigadores da Câmara registraram, em carta, que Rhodes havia participado de vários eventos destinados a questionar a integridade das eleições presidenciais de 2020.

Segundo o documento, no dia da eleição (7 de novembro de 2020), Rhodes disse que uma contagem “honesta” dos votos só poderia resultar em uma vitória para Trump. Ele também pediu aos membros de seu grupo que estocassem munição e se preparassem para uma “guerra total nas ruas”.

Uma semana antes da eleição, Rhodes disse ao teórico da conspiração Alex Jones que tinha homens perto de Washington preparados para agir sob o comando de Trump. Na mesma época, dizem os promotores federais, ele instou seus companheiros da Oath Keepers, em uma reunião on-line, a apoiar Trump, chamando-o de “presidente devidamente eleito” e acrescentando: “Você pode chamar de insurreição ou pode chamar de guerra ou lutar.”

PUBLICIDADE A incitação continuou, dizem os promotores, quando Rhodes apareceu em um comício pró-Trump em Washington, em 12 de dezembro de 2020, e pediu ao então presidente que invocasse a Lei da Insurreição, sugerindo que deixar de fazê-lo resultaria em uma “guerra muito mais sangrenta”. Rhodes reconheceu em uma entrevista na televisão que ele e membros de seu grupo estavam no comício para fornecer segurança para palestrantes famosos juntamente com outra organização paramilitar sombria, a Primeira Emenda Pretoriana.

FOTOS: Manifestantes pró-Trump invadem Capitólio e interrompem sessão de confirmação de vitória de Biden no Congresso Multidão de apoiadores do presidente Donald Trump ocupa o prédio do Congresso americano, interrompendo sessão de raificação da vitória do democrata Joe Biden no processo eleitoral de 2020 Foto: LEAH MILLIS / REUTERS Grupo de manifestantes pró-Trump invadiu o prédio do Congresso, nesta quarta-feira (6) e interrompeu a sessão de confirmação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial de novembro Foto: SAUL LOEB / AFP Apoiadores de Donald Trump escalam as paredes do Capitólio dos EUA, em Washington Foto: JIM URQUHART / REUTERS Os manifestantes violaram a segurança e entraram no Capitólio enquanto o Congresso debatia a Certificação de Voto Eleitoral da eleição presidencial de 2020 Foto: SAUL LOEB / AFP Segundo testemunhas, há manifestantes armados dentro do prédio, e alguns deles tentam invadir o plenário da Câmara, onde ainda estão alguns deputados Foto: SAUL LOEB / AFP Pular PUBLICIDADE Policiais se esforçam para conter apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, reunidos em frente ao prédio do Capitólio dos EUA, em Washington Foto: LEAH MILLIS / REUTERS Manifestantes entram em confronto com a polícia do Capitólio durante um protesto para contestar a certificação dos resultados das eleições presidenciais dos EUA Foto: SHANNON STAPLETON / REUTERS Apoiadores do presidente Donald Trump entram no Capitólio enquanto gás lacrimogêneo lançado pela polícia toma o corredor do prédio Foto: SAUL LOEB / AFP Apoiador de Trump usa uma máscara de gás enquanto invade o Congresso americano Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP Um manifestante segura uma bandeira de apoio ao presidente Trump dentro do edifício do Capitólio dos EUA, perto da Câmara do Senado Foto: WIN MCNAMEE / AFP Pular PUBLICIDADE Um policial do Capitólio atira spray de pimenta em um manifestante que tenta entrar no prédio do Congresso Foto: POOL / REUTERS Um manifestante é visto pendurado na varanda do pelnário do Senado Foto: WIN MCNAMEE / AFP Um manifestante é visto dentro do Capitólio dos EUA Foto: WIN MCNAMEE / AFP Manifestante detido é visto dentro do prédio do Congresso americano enquanto apoiadores de Trump protestam do lado de fora, em Washington Foto: JONATHAN ERNST / REUTERS Policiais detêm uma mulher após um confronto com simpatizantes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do lado de fora do Congresso americano durante sessão de confirmação da vitória do democrata Joe Biden Foto: LEAH MILLIS / REUTERS Pular PUBLICIDADE Um homem grita enquanto apoiadores de Trump se reúnem em frente ao prédio do Congresso Foto: LEAH MILLIS / REUTERS Manifestantes pró-Trump entram em confronto com a polícia e as forças de segurança enquanto tentam invadir o Congresso americano Foto: JOSEPH PREZIOSO / AFP A polícia detém um manifestante durante protesto pró-Trump em frente ao Congresso amerciano Foto: ROBERTO SCHMIDT / AFP Apoiadores de Trump, protestam em frente ao Capitólio dos EUA, em Washington Foto: JONATHAN ERNST / REUTERS A polícia segura os apoiadores do presidente dos EUA, Donald Trump, enquanto eles se reúnem em frente à Rotunda do Capitólio dos EUA Foto: OLIVIER DOULIERY / AFP Pular PUBLICIDADE Policiais do Capitólio tomam posições enquanto os manifestantes invadem o prédio Foto: POOL / REUTERS Manifestantes pró-Trump entram em confronto com policiais em frente ao Congresso americano, em Washington, Foto: LEAH MILLIS / REUTERS Manifestantes pró-Trump entram em confronto com policiais em frente ao Congresso americano, em Washington, Foto: JOSEPH PREZIOSO / AFP Apoiadores de Donald Trump confrontam policiais do lado de fora do Congresso americano Foto: BRENDAN SMIALOWSKI / AFP Um manifestante senta-se no gabinete da presidente da Câmara, Nancy Pelosi, durante invasão ao prédio do Capitólio Foto: SAUL LOEB / AFP Pular PUBLICIDADE Manifestantes invadem o edifício do Capitólio dos EUA, em Washington Foto: WIN MCNAMEE / AFP Manifestantes violaram a segurança e entraram no Capitólio enquanto o congressistas debatiam a Certificação da vitória de Joe Biden na eleição presidencial Foto: SAUL LOEB / AFP O deputado David Trone usa uma máscara de gás dentro do Capitólio Foto: TWITTER/@REPDAVID TRONE / via REUTERS Manifestantes reunidos em frente ao Capitólio dos EUA. Protesto foi convocado pelas redes sociais, e tenta pressionar os republicanos para que apoiem a iniciativa do presidente para derrubar os resultados do Colégio Eleitoral Foto: Samuel Corum / AFP Policiais em traje antimotim caminham em direção ao Capitólio dos EUA enquanto os manifestantes invadem o prédio Foto: TASOS KATOPODIS / AFP Pular PUBLICIDADE Apoiadores de Trump invadem o Capitólio dos EUA Foto: Samuel Corum / AFP Em 4 de janeiro, apenas dois dias antes da tomada do Capitólio, Rhodes postou um artigo no site Oath Keepers pedindo a “todos os patriotas” que “apoiem a luta do presidente Trump para derrotar os inimigos estrangeiros e domésticos que tentam um golpe”.

Com seu típico tapa-olho preto — resultado de um acidente com arma —, Rhodes tem sido uma figura representativa da extrema direita quase desde o dia que anunciou a criação dos Oath Keepers, em 2009, durante um comício em Lexington, Massachusetts.

No evento, Rhodes apresentou uma plataforma antigovernamental para os atuais e ex-policiais e militares que se juntaram ao grupo. Ele lhes disse que seu plano era que os membros desobedecessem a certas ordens de autoridades e, em vez disso, cumprissem seu juramento à Constituição.

PUBLICIDADE Leia mais:    Trump diz que discurso de Biden foi ‘teatro político’ após ser responsabilizado pelo ataque ao Capitólio

Durante os anos em que o presidente Barack Obama esteve no cargo, os Oath Keepers participaram repetidamente de conflitos em espaços públicos, muitas vezes desempenhando o papel de vigilantes fortemente armados.

Em 2014, por exemplo, eles apareceram em uma fazenda em Nevada depois que seu proprietário, Cliven Bundy, envolveu-se em um confronto armado com autoridades federais. Nesse mesmo ano, membros do grupo foram para Ferguson, Missouri, em uma missão autodesignada para proteger as empresas locais de distúrbios provocados pela morte de Michael Brown, um homem negro que fora baleado pela polícia.

Mas depois de Trump chegar ao poder, Rhodes e os Oath Keepers se distanciaram de sua visão antigoverno e pareceram adotar o novo espírito do nacionalismo e as suspeitas de que uma conspiração do “estado profundo” havia se enraizado em Washington. Assim como outros grupos de extrema direita como os Proud Boys, os Oath Keepers também se opõem — até fisicamente — aos protestos do Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), que surgiram após o assassinato de George Floyd pela polícia em Minneapolis.

PUBLICIDADE No fim de março de 2020, Rhodes reconheceu publicamente que o FBI estava em seu encalço, declarando que o Departamento de Justiça havia adotado uma “campanha persecutória” contra o grupo.

“Posso ir para a prisão em breve, não por algo que realmente tenha feito, mas por crime inventados”, disse.

Notícias em imagens nesta quinta-feira pelo mundo Bombeiro faz busca de pertences e objetos de valor dos moradores de Raposos, após o nível do Rio das Velhas ter baixado após fortes chuvas no estado de Minas Gerais Foto: DOUGLAS MAGNO / AFP Militares russos marcham durante cerimônia que marca o início da retirada das tropas de paz da Organização do Tratado de Segurança Coletiva do Cazaquistão, em Almaty Foto: PAVEL MIKHEYEV / REUTERS Atentado a bomba deixa pelo menos um morto na cidade síria de Azaz, interior do norte da província de Aleppo, controlado pelos rebeldes Foto: AFP Manifestante libanês segura um cartaz enquanto caminhões-tanque bloqueiam uma estrada na capital do Líbano, Beirute, durante uma greve geral de transportes públicos e sindicatos de trabalhadores Foto: ANWAR AMRO / AFP Pessoas prestam homenagem no velório do presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli, em Roma, Itália Foto: GUGLIELMO MANGIAPANE / REUTERS Pular PUBLICIDADE Aldeões participam de um evento de pesca comunitária no Lago Goroimari em Panbari, nos arredores de Guwahati, na Índia Foto: BIJU BORO / AFP Ativista síria segura fotos de vítimas do regime sírio enquanto ela e outros esperam do lado de fora do tribunal onde o ex-oficial de inteligência sírio Anwar Raslan é julgado, em Koblenz, oeste da Alemanha, por acusações de crimes contra humanidade Foto: BERND LAUTER / AFP Peregrinos hindus chegam à confluência do rio Ganges e da Baía de Bengala, antes do festival "Makar Sankranti", na Ilha Sagar, Índia Foto: RUPAK DE CHOWDHURI / REUTERS Forte neblina atinge a Cidade do Kuwait, deixando à mostra apenas as torres al-Hamra e al-Rayah e a sede do Banco Nacional do Kuwait Foto: YASSER AL-ZAYYAT / AFP O Globo, um jornal nacional:   Fique por dentro da evolução do jornal mais lido do Brasil