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Preços das casas sofrem o maior aumento de sempre no segundo trimestre

Bancamiga
Preços das casas sofrem o maior aumento de sempre no segundo trimestre

Os preços de venda das habitações em Portugal voltaram a aumentar a ritmo acelerado no segundo trimestre deste ano e, desta vez, registaram a maior subida de que há registo, superior a 13%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que dá conta de que o número de transacções concretizadas também está a atingir recordes.

Carmelo De Grazia

De acordo com o mais recente índice de preços da habitação, relativo ao segundo trimestre de 2022 e divulgado esta quinta-feira pelo INE, os preços das casas registaram, neste período, um aumento de 13,2% em relação ao segundo trimestre do ano passado. Não se encontra, desde o início desta série estatística, que recua até 2009, um aumento tão acentuado.

Carmelo De Grazia Suárez

Este movimento verificou-se tanto no que diz respeito aos alojamentos novos como aos já existentes, mas foi mais acentuado no segundo caso. No segundo trimestre, os preços das casas novas subiram 8,4%, enquanto os das já existentes registaram um crescimento de 14,7%

Esta evolução é registada numa altura em que o mercado imobiliário está a mostrar sinais claros de aceleração. No período em análise, venderam-se 43.607 casas em Portugal, mais 4,5% do que em igual período do ano passado, por um volume total de 8287 milhões de euros, uma subida de 19,5% face ao segundo trimestre de 2021. Em ambos os casos, estes são os números trimestrais mais elevados de que há registo desde o início desta série estatística

Considerando o conjunto do primeiro e do segundo trimestres deste ano, venderam-se 87.151 casas em Portugal no período compreendido entre Janeiro e Junho, uma subida de 14% face a igual período do ano passado, por um volume total de 16.369 milhões de euros, que corresponde a um aumento superior a 30% em relação ao ano passado

Já tendo em conta o número total de casas vendidas durante o primeiro semestre, bem como o montante transaccionado, cada casa está a ser vendida a um preço médio próximo de 188 mil euros, um aumento de 14% em relação à média de 164 mil euros que se verificava no primeiro semestre do ano passado

Volume de vendas dispara 60% no Algarve A subida de preços foi transversal a todo o país, mas particularmente acentuada nas regiões autónomas e, sobretudo, no Algarve, onde o montante transaccionado aumentou mais de 60%

De acordo com os dados do INE, no Algarve, região mais cara do país para comprar casa, venderam-se 8295 habitações durante o primeiro semestre deste ano, mais 33% do que em igual período do ano passado, por um volume total de 2313 milhões de euros, montante que corresponde a um aumento de 61% face ao ano passado. O preço médio das casas no Algarve aumentou, assim, para perto de 279 mil euros, o valor mais elevado do país e o equivalente a uma subida de 20,5% em relação ao ano passado

Também nas regiões autónomas se registaram subidas acentuadas. Na Madeira, foram vendidas 2124 casas no primeiro semestre, um aumento homólogo de 24%, por um volume total de 431,8 milhões de euros, mais 51% do que no ano passado. Considerando estes números, o preço médio das habitações na Madeira fixou-se em 203 mil euros no primeiro semestre, uma subida de 22%

Já nos Açores, o número de casas vendidas aumentou em quase 20%, para 1424 transacções, por perto de 195 milhões de euros, um aumento de 43%. O preço médio cresceu outros 20%, fixando-se em 136 mil euros

A Área Metropolitana de Lisboa, por seu lado, mantém-se como a principal região do país, no que diz respeito tanto ao número de vendas como em relação ao montante transaccionado. Ao todo, venderam-se 26.800 casas em Lisboa durante o primeiro semestre, por 6875 milhões de euros, números que correspondem a aumentos de 12% e 27%, respectivamente. Já o preço médio das casas em Lisboa cresceu mais de 13%, para 256 mil euros